Esses dias começou a brincadeira do "coloque uma foto de criança/desenhoanimado no seu perfil até o dia 12/10 e salve o bebê da Vanessa Camargo" e algumas pessoas gritaram "SEUS MERDAS, ISSO NÃO ADIANTA NADA".
Eu não sou nenhuma formadora de opinião, nem quero ser pois sou má influência, mas tenho a minha e aí vai:
Eu sei que existem diversos ativistas de sofá que falam do desmatamento mas não deixam de jogar lixo na rua, que protestam contra a escravidão para produção de produtos vendidos na Zara com um tênis Adidas no pé, porém a maioria das histórias tem dois lados.
Primeiro de tudo, as redes sociais trazem baboseiras, pornografia e português ruim. Mas pasmem, trazem também informações valiosas sobre reciclagem, como denunciar algo ruim, identifica talentos, entre outras coisas.
Vamos começar pelo Brasil que não derrubou nenhum governo e que nem com o advento da internet fomos muito úteis. O Procon, onde você reclama por não ter sido respeitado como consumidor, já não tem tanta força com relação ao Twitter. Falo por experiência própria e por coisas que já li por aí. Você vai se descabelar pelo telefone, por e-mail, mas nada disso vai afetar a marca, já que se trata de um andamento isento de compartilhamento com o mundo. Agora vai lá no Twitter e reclama, BOOM, eles resolvem seu problema e ainda te dão café e massagem.
Isso não é nada diante do que o mundo faz com as mídias sociais. Ao longo dessa minha relação com a internet eu já li a seguinte reportagem em algum lugar "Fulano encontra doador de rim pelo Facebook". O cara postou que tava morrendo e alguém compartilhou a vida. Isso não é ótimo?
Você sabia que o combustível para a queda do ditador Egípcio que eu não sei o nome e não quero procurar no Google foi abastecido pelas redes sociais? É meu caro, foi no Facebook que tudo começou, foi lá que tudo se organizou, foi uma ideia lançada lá que fez o povo ir para as ruas. E o mais interessante disso tudo é que provavelmente aquele protesto, que talvez você chamaria de inútil, levou para as ruas pessoas que não tomariam partido daquela causa, ou de nenhuma causa.
As redes sociais criaram protestos, muitos deles sem sucesso mas com grande repercussão. Isto é, pode até não resultar em nada mas pelo menos instrui a população com relação aos seus direitos, e talvez deveres!
Há alguns anos atrás nós éramos uns desinteressados. Não tínhamos intelectualidade social e nem política. A maioria continua não tendo mas boa parte já se rendeu ao ativismo de sofá, onde se torna menos ignorante formando opiniões, entendendo mais os problemas do mundo e começando a adquirir cidadania.
Manifestações wébicas: Isso vai mudar o mundo? Eu não sei! Mas vamos convir que se você consegue compartilhar ou retwitar qualquer merda que lhe apareça pela frente na internet, consegue colocar a foto de um desenho animado no seu perfil. Você pode até não salvar o mundo mas vai ser no mínimo divertido.
Se não quiser fazer isso, não reclama!
Se você não entendeu a piada do bebê da Wanessa Camargo, clique aqui
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